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Muito mais que médico

5 de dezembro de 2019
Tempo de leitura: 1 minutos

Juliana de Almeida

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Eu eu Micolino ficamos interessados em uma pessoa aqui no hospital. A gente fica só de olho.

Ele é um médico pediatra, e dos grandes. Não, não tem a ver com estatura. Esse médico é grande, notável, extraordinário e fundamental. Grandão assim. Não é fácil explicar com palavras. Ele é tão grande que talvez por ele não caber nele mesmo é que ele se dê e se distribua pra tanta gente, especialmente para os pacientes e acompanhantes.

Eu nem sei se esse doutor tem ciência disso.

Que ele é tão especial e importante que só com a atenção e maneira como fala e olha, penso que ele cuida de uma matéria preciosíssima: a dignidade do ser humano. Quem não deseja verdadeira atenção em momentos de dor, preocupação, medo? E como se não bastasse, ele ainda arruma tempo de perturbar a gente da Besteirologia. Tem hora que não dá pra saber quem é médico e quem é palhaço.

Sabemos que a rotina de um hospital não é fácil para quem trabalha nele. É admissão de paciente novo, exame, prescrições, intercorrências, é maqueiro passando de um lado, é técnica vindo de outro pra fazer curativo, é criança chorando de medo e dor, é a moça da limpeza que bate o hospital todinho e, quando não tem mais nada pra fazer, deve bater a Avenida Caxangá de cima a baixo…

Mas minha gente, a pergunta que não quer calar é: o que faz esse médico ser como ele é?

Não sabemos. Todavia, durante anos de espionagem, ops, de observação, testemunhamos algumas coisas: senso de respeito, empatia, olho no olho, graça, comprometimento, competência. Esses não são apontamentos genéricos, a gente sabe bem de quem tá falando.

O que a gente não sabe (não sei se vocês perceberam) é escrever o nome dele, aliás, o sobrenome! É que solenidades são tratadas pelo seu sobrenome. Agora, o dele tá complicado. Também, pudera! Um sobrenome que só tem consoante só pode ser um trava-língua, daí que a gente o chama de Dr. Sopa de Letrinhas.

A verdade é que, com ele, não tem cerimônia, pode chamá-lo de Dr. Marcelo – o prazer será todo seu. Enquanto isso, a gente segue espiando o senhor, viu? Vai que a gente aprende alguma coisa…



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Juliana de Almeida


Postado em:

Histórias de hospital

Tags

dignidade, homenagem, humanização, médico, pediatra

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