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Uma receita de felicidade?

30 de junho de 2015
Tempo de leitura: 2 minutos

Doutores da Alegria

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A Psicologia pode realmente tornar as pessoas mais felizes?

Foi com essa pulga atrás da orelha que um professor investiu em muita pesquisa e fundou, no ano 2000, o campo da Psicologia Positiva, que promove o estudo e o impacto das emoções positivas e dos diferentes tipos de felicidade na experiência humana.

O dr. Martin Seligman dirige o pioneiro Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia (EUA), dedicado ao desenvolvimento de ferramentas clínicas e à formação da próxima geração de psicólogos positivos.

martin seligman

Em um de seus estudos, Seligman e sua equipe buscaram saber como alguém poderia obter satisfação em sua vida, espantando a infelicidade e o vazio. Para isso, fracionaram o conceito de felicidade por acreditar que ela vai além das emoções puramente positivas.

Vida agradável
Regada somente a prazeres momentâneos e emoções positivas que vêm e vão rápido, como comer um chocolate ou assistir televisão.

Vida boa
Envolve atividades como o trabalho, o amor e a criação de filhos.

Vida com significado
Saber seus pontos mais fortes e utilizá-los a favor de algo maior que você, altruísmo.

Após uma série de pesquisas com milhares de pessoas e evidências sólidas, descobriram que a vida mais satisfeita – ou plena – é aquela que envolve as três esferas acima, de forma integrada e harmoniosa. A vida com significado é a que contribui mais fortemente para a felicidade, seguida da vida boa. A vida agradável não tem quase nenhum efeito sobre os índices de satisfação com a vida, mas ela se torna a cereja do bolo quando se tem as outras duas dimensões.

No vídeo abaixo, que traz uma palestra sua no TED em 2004, ele explica melhor o estudo:

No livro Felicidade autêntica – usando a psicologia positiva para a realização permanente, Seligman aborda o estudo e propõe alguns exercícios para alcançar a vida plena:

– aumentar a durabilidade dos prazeres e das emoções que se vão rápido (por exemplo, permitindo-se comer um chocolate por dia e desfrutá-lo com calma);

– desenvolver nossas virtudes e forças pessoais a fim de produzirem gratificação, e, portanto, felicidade autêntica (como recriar seu trabalho e aproximá-lo de uma vocação);

– buscar algo maior que nós mesmos.

Quem bota fé? A felicidade tem uma receita?

O interessante é notar que este campo da Psicologia se dedica a tornar a vida de pessoas comuns mais gratificante. O Centro de Psicologia Positiva e o dr. Martin Seligman continuam com diversas pesquisas e testes abertos (em inglês) no site www.authentichappiness.sas.upenn.edu.



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Um psiquiatra alemão que viveu os horrores do Nazismo, Victor Frankl, escreveu um livro de nome: “Em busca de sentido”. Ele relata os horrores do nazismo desde dentro abordando aspectos psiquiátricos das pessoa que lá estavam. De um forma um pouco mais extrema, também se trata da felicidade ou pelo menos da terceira esfera: Achar um sentido para a vida. E se alguém consegue achar um sentido para a vida em um campo de concentração, certamente você também conseguirá, por mais triste e desolador que seja o cenário que o rodeia.

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